VJ Torna Brasil 2025 — São Luís do Maranhão
O VJ Torna nasceu em Budapeste — meados dos anos 2000, criado por Laki Laszlo, fundador do Cinetrip e das festas Sparty nos banhos turcos da cidade. Chegou ao Brasil em 2010, em São Paulo, trazido por VJ Spetto; passou por Brasília em 2018 antes de desembarcar em São Luís em 2025, organizado pelo próprio Spetto com a Acústica Sound. A disputa reuniu 24 VJs selecionados em confronto direto — oitavas, quartas, semifinal e uma final triangular, decidida em melhor de três —, avaliados por originalidade visual, sincronia musical, impacto, técnica e narrativa. Mais sobre o torneio no site oficial do VJ Torna Brasil.
Fui um dos 24 selecionados para a edição de 2025, em São Luís. Abaixo, o registro da minha experiência, do começo ao fim.
Saí de Fortaleza de carro rumo a São Luís do Maranhão. Foram cerca de 14 horas de estrada — sertão, poeira, um pôr do sol no meio do caminho e a última hora já na estrada escura.
Cheguei numa pousada no Centro Histórico de São Luís, cercado de casario colonial, azulejo português desgastado pelo tempo e muito grafite pelas ruas. O torneio começou logo no dia seguinte.
Foram três dias intensos de atividades, preparação e diversão com amigos VJs — entre palestras, ajustes de set e as batalhas em si, projetadas numa tela gigante montada no pátio da pousada, ao lado da piscina.
O chaveamento foi eliminatório, cara a cara — fui avançando rodada por rodada até a final da minha chave.
Quem cruzou esse caminho comigo — amigos e colegas VJs, de madrugada e de dia:
Fiquei em 1º lugar — prêmio que veio acompanhado de um cheque bem gordo e uma residência artística de 30 dias no Light Art Museum, em Budapeste. Em segundo lugar ficou a artista Carol Santana, e em terceiro o VJ Guabiru.